Pelas ruas da Europa ecoam os protesto estudantis e dos trabalhadores contra a militarização e pelo direito a saúde, habitação, educação e um planeta habitável.
Em Portugal, para além das mobilizações estudantis já a serem organizadas pelos Estudantes pelo fim ao fóssil para 20 de Novembro, está a ser organizada uma concentração para 21 de Novembro, tal como a dar-se os primeiros passos para construir em Portugal uma frente anti-militarismo, articulada internacionalmente.
Preenche este formulário para te juntares a esta construção:
LUTAR PELO NOSSO FUTURO, NÃO nAS GUERRAS DELES!
Protesto cultural, 21 Novembro, Lisboa
Os governos europeus fizeram uma escolha clara: guerra como destino principal, militarizar a sociedade e criar um futuro de barbárie para todas nós. Em Novembro, o Conselho Europeu levará a votação o pacote Rearm Europe, que tem como objetivo aumentar em 400% orçamento de cada país para a construção histórica de exércitos na europa, recrutamento de milhões de pessoas como militares, produção massiva de armas e programas para vigiarem toda a população. No mesmo mês, governos de todo o mundo vão reunir-se na Cimeira do Clima e, ao invés de tomar as medidas necessárias para proteger a vida e comunidades, vão fazer negócios lucrativos para levar-nos ao colapso climático. Já em julho deste ano, enquanto a ONU declarava que era inevitável ultrapassar o 1.5ºC de aquecimento (leia-se: matar milhares de milhões de pessoas), Luís Montenegro anunciou um orçamento militar recorde de 3.1% do PIB até ao final de 2026. Que vida é esta em que o dinheiro vai para as armas, para forçar milhares a juntarem-se à máquina de morte que são as forças armadas e não há dinheiro para a educação? Para a saúde? Para a habitação?! Qual a resposta quando os governos preparam esta geração de jovens para a guerra em vez de garantirem o nosso futuro, aumentando os aliciamentos e forçando a reintrodução dos serviços militares obrigatórios a nível europeu?! Rejeitamos e repudiamos o presente e futuro que planeiam!
No dia 20 de novembro, milhares de estudantes do ensino secundário e universitário por toda a Europa, inclusive Portugal, estarão em greve e protesto, na construção a passos largos de um movimento estudantil internacional anti-imperialista capaz de mudar o rumo da história. Nós, trabalhadores e jovens de todas as idades, de diferentes credos e origens, juntamo-nos ao apelo do movimento estudantil que ecoa pelas ruas da Europa.
Dia 21 novembro, estaremos em solidariedade com os estudantes e em luta contra a guerra e a destruição das condições para a vida! A partir das 16H, no Jardim Fernando Pessa (Lisboa), vamos juntar-nos numa tarde de protesto, música, debate e atividades culturais.
Estamos em solidariedade com os povos da Palestina, Sudão, Congo, Venezuela, Líbano, Irão, Cuba, entre muitos outros à volta do mundo, que continuam sob ataque – ocupações, intervenções militares, sanções, domínio colonial e genocídios levados a cabo em nomes de interesses capitalistas e imperialistas. Não consentimos nem seremos cúmplices. A exploração dos trabalhadores, a crise climática, o militarismo e a guerra não são falhas, mas sim a essência do capitalismo. Nenhuma delas é um acidente nem o único caminho possível. Não pedimos autorização para o direito a viver, o direito a uma vida digna, num planeta habitável e com cuidados de saúde, proteção, habitação e educação.
Vem lutar pela tua vida e o teu futuro e pelo de todos os povos do mundo!