Greve e mobilização internacional estudantil- 20 de novembro

Neste outono, apelamos aos estudantes para organizarem nas suas escolas uma greve no dia 20 de novembro pelo nosso futuro!

O MUNDO ESTÁ A ARDER

Crescemos num sistema que ignora as nossas necessidades.

Vemos as catástrofes climáticas a ficarem cada vez graves, a guerra, o fascismo em ascensão, e a vida de quem trabalha a ficar cada vez pior.
Vivemos o comboio de tempestades de fevereiro, que devastou Leiria e a região centro. Vivemos os incêndios do verão, que consumiram milhares de hectares durante ondas de calor com números assustadores de mortes. Tudo isto alimentado pelo governo, que deixou populações inteiras abandonadas.

Este ano a ONU admitiu que é provável ultrapassarmos a barreira de aquecimento de 1.5 graus ao longo dos próximos anos. Isto significa milhões de mortes, fome, guerras, migrações forçadas e o colapso dos ecossistemas. Se nada fizermos, a crise a crise climática está prestes a tornar-se irreversível. E à nossa volta os governos continuam a ignora-la. Enquanto as emissões aumentam, há uma expansão da indústria dos combustíveis fósseis. Estão a condenar o nosso futuro.

Ao mesmo tempo, as despesas militares estão maiores que nunca. Programas como o ReArm Europe, preveem mobilizar milhares de milhões de euros para o armamento até 2030. Se há dinheiro para armas, porque não há dinheiro para a educação? Para a saúde? Para a habitação? Para uma transição energética capaz de travar a crise climática enquanto ainda há tempo?

Preferem gastar o nosso dinheiro em armas ou enviar-nos para lutar, matar e oprimir outros povos. Não consentimos nem podemos ser cúmplices com guerras, ocupações e genocídios em nome do lucro.

A busca incessante pelo petróleo, gás e outros recursos continua a alimentar as guerras e violência, enquanto as empresas de combustíveis fósseis e armamento lucram com a destruição de vidas e futuros e os nossos governos preparam a nossa geração para a ser sacrificada numa guerra ou catástrofe, em nome do lucro.


NÃO DEIXAMOS QUE NOS CONDENEM, LUTAMOS PELO NOSSO FUTURO.

Historicamente, estudantes e jovens foram peças fundamentais na mudança do curso da história.
Desde as lutas anticoloniais aos movimentos contra a guerra e a ditadura, as gerações que nos precederam demonstraram que, quando estudantes e jovens se organizam e lutam, a sociedade muda. Está agora nas nossas mãos mudar o rumo da História.

Precisamos de construir poder nas nossas escolas, e de mostrar para fora que não vamos parar até ter o nosso futuro assegurado!

Dia 20 de Novembro, vai ser o fim da COP, uma reunião entre os governos da maior parte dos países que existe à mais de 30 anos e que deveria servir para se comprometerem com uma transição justa, mas que ano após ano é apenas usada como uma fachada, e para proteger os interesses militares e da indústria fóssil. Ano após ano a COP é apenas um espaço onde os governos se comprometem a continuara vender o nosso futuro à indústria fóssil.

Dia 20 de novembro, estudantes e jovens de toda a Europa entrarão em greve. Os protestos que irão marcar este dia assumirão diversas formas e serão construídos de base pelos estudantes de cada escola.
No dia 20, damos os primeiros passos para construir um movimento estudantil internacional anti-imperialista capaz de mudar o rumo da História.

Apelamos a que todos os estudantes, organizações estudantis e associações de estudantes se juntem a esta greve. e a que sindicatos e coletivos do movimento social se mobilizem de 20 a 21 de novembro, para demonstrar apoio.


Vamos construir o poder estudantil para garantir:

  1. O fim da militarização, do rearmamento e da austeridade em nome da guerra. Exigimos investimento antes nos serviços públicos, na educação pública, no Serviço Nacional de Saúde, na habitação, nos jovens e numa transição energética justa.
  2. O fim de todas as formas de aliciamento militar. As escolas e universidades devem ser espaços de pensamento crítico e libertação, não instrumentos de recrutamento militar ou da indústria da guerra.
  3. Uma transição energética rápida, justa e liderada pelos trabalhadores. O fim dos combustíveis fósseis até 2030 nos países do Norte Global, do extrativismo e da destruição climática e ambiental.
  4. O fim da participação portuguesa na escalada militar e das infraestruturas usadas para a guerra. Pelo encerramento imediato da Base das Lajes enquanto plataforma de guerra.
  5. Liberdade, justiça e solidariedade com os povos oprimidos. Pelo o fim do colonialismo, ocupação, apartheid e do genocídio, fim da cumplicidade dos nossos governos, começando pelo corte de todos os laços com Estados genocidas, como Israel.

Um governo que não se compromete com o Fim ao Fóssil até 2030, que vende o nosso futuro e que apoia a militarização não pode governar.
Seja o atual governo em funções ou qualquer outro, nós, jovens e estudantes,

Não vamos lutar nas guerras deles. Vamos lutar pelo nosso futuro.

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