GREVE ESTUDANTIL LUTAR PELO NOSSO FUTURO, NÃO NAS GUERRAS DELES, de 20 de novembro

A coligação internacional de organizações estudantis, da qual fazem parte os Estudantes pelo Fim ao Fóssil, lançou a convocatória para uma greve internacional estudantil no dia 20 de novembro, apelando a que jovens e estudantes saiam das suas aulas, façam greve e protestem. Vamos construir a maior mobilização estudantil coordenada na Europa contra a militarização nas últimas décadas.

Organizações estudantis de mais de nove países Europeus, desde Alemanha, França, Espanha, Inglaterra, Itália e Portugal, estão a preparar mobilizações coordenadas para dia 20 de novembro, e apelam a que  os sindicatos e os movimentos sociais se mobilizem em conjunto com os estudantes, entre  20  e 22 de novembro. 

Esta greve está a ser organizada em reposta a uma aceleração em níveis históricos da militarização por toda a Europa. Enquanto os governos alocam biliões de euros para o rearmamento e gastos militares, a educação, a  saúde, a habitação, os serviços públicos e a ação climática, estão a ser sacrificados para financiar a preparação para a guerra. 

A militarização está cada vez mais presente nas escolas e universidades, através do recrutamento militar e de investigações em parceria com a indústria do armamento, ao mesmo tempo que é novamente debatido o serviço militar obrigatório em vários países e as alianças militares são expandidas e reforçadas, assinalando uma mudança política mais ampla por toda a Europa.

A militarização, o colapso climático e a crescente austeridade não são são crises separadas, pois são todas consequências das mesmas decisões dos governos, que estão as negar aos jovens a possibilidade de um futuro digno. A quem é que serve um investimento massivo na indústria da guerra? Não é de certeza a nós, jovens que por toda a Europa que estamos a ser forçados em cada vez mais países a fazer o serviço militar, de forma a nos preparar para irmos morrer e matar numa guerra que só serve os interesses do Imperialismo fóssil. Também não é com certeza todas as pessoas que dependem de serviços públicos a sofrer cortes drásticos no financiamento porque este foi canalizado para a militarização. Esta é mais uma decisão tomada de acordo com os interesses do imperialismo fóssil, que vai beneficiar os mesmos de sempre.

Esta greve tem como objetivo juntar estudantes e jovens de toda a Europa num movimento comum, contra a guerra, a militarização e o Imperialismo fóssil.

Enquanto os investimentos em rearmamento atingem níveis recordes,  vemos a Europa em chamas, com incêndios que já tiraram  dezenas de vidas, e destruíram milhões de hectares. Precisamos de uma transição justa e que não deixe ninguém para trás, através do Fim ao Fóssil até 2030, não de investimentos crescentes na militarização.

Depois de um ano de mobilização estudantil crescente contra a guerra, o genocídio do povo palestiniano, a indústria fóssil e os ataques aos direitos laborais e de várias comunidade a greve de 20 de novembro é o primeiro passo na organização estudantil contra o imperialismo fóssil.

As decisões dos governos estão a roubar o nosso futuro, a nossa única opção agora é lutar!